Voices

You know that ringing sound that you will perceive when you are in a very quiet area? Some people say this is an auditory-illusion brought about the ear’s inability to detect frequencies below the threshold of the human senses. This is completely wrong. That ringing covers up something else altogether. If you are quick, patient, and maybe a little lucky, you will be able to hear past the ringing. What you will hear are voices whispering to each other. They will silence themselves quickly but with practice, you will become more adept at catching and interpreting what they are saying. You will hear things of the past, the present, and the future. However, you must be careful. Because there is no such thing as a voice without a body.

And when you start noticing them, they will start noticing you.


Aftertaste

E de novo e de novo aquela sensação se repetia, o gosto se tornava mais doce, como uma libertação de todas as coisas engolidas até aquele instante, o estômago já começava a revirar logo nas primeiras palavras acusatórias, aquelas injustas e mal colocadas que só me faziam sentir culpado por coisas que não tinham mais nenhuma ligação comigo, como se eu estivesse fazendo todas aquelas coisas erradas nas quais eu tenho motivos de sobra pra fazer. Talvez se as fizesse conseguisse pelo menos fugir dessa realidade nauseante.


Cry for Help.

Sem mais nem menos, o gosto ruim subiu a minha boca, num golpe desesperado do meu estômago em um surto causado por um nervosismo incógnito que me pegou de surpresa me fazendo vomitar cada pequena ansiedade que eu tinha guardado para mim mesmo a semana toda, pois, apesar de estar em silêncio, gritava.

Cada palavra de incentivo tinha o efeito contrário e voltava em forma de pressão me fazendo me sentir cada vez mais sem saída por ouvir apenas que eu deveria rebaixar minhas expectativas e me jogar em qualquer canto que fosse diferente, mesmo que fugisse do que eu realmente queria, era um engano terrível em forma de preocupação alheia que me fazia me sentir ainda mais perdido a cada vez que ouvia que deveria parar de insistir na única coisa que ainda achava válido e que, ao mesmo tempo, já não me dava tesão algum para continuar insistindo. Eu deveria ceder a pressão e dar um tiro às cegas como um tapa buraco temporário que, a longo prazo só pioraria o que sinto agora? Eu deveria me por em reclusão mais uma vez e esperar até que fosse seguro colocar a cabeça para fora do buraco? E se isso me enterrasse vivo? E se o tiro no escuro voltasse e atingisse a minha sanidade, matando a única parte de mim que ainda é só minha? Meus medos das sequelas eram maiores do que as sequelas que já haviam causado esses mesmos medos, me fazendo pensar: Como serão os medos depois dessas novas sequelas?

Meus ouvidos já não queriam mais ouvir, minha boca já havia cansado de argumentar, meus olhos tentavam fugir da realidade fazendo minha imaginação mapear o silêncio e pular qualquer conversa que me fizesse pensar nisso. Eu não estava conformado de braços cruzados, como muitos apontaram, e não queria ceder e desistir, apenas não sentia força naquele momento.


felipesesoko:

Mary Elizabeth Winstead on digital painting,
Here’s some face and brushes details.
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felipesesoko:

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Reclusion Internship

Começo com um suspiro de quem colocou a cabeça para fora do buraco entre a barreira na janela e é bombardeado novamente no meio de uma guerra de egos e julgamentos precipitados e desnecessários, cansando ainda mais o pouco que resta da paciência e da luta contra a vontade de reclusão, me fazendo querer tirar férias do social, quebrando a única promessa feita nos últimos tempos de que não desapareceria.

Deixo sobre a mesa livros abertos dando dicas de onde estou a aqueles que se interessarem e que realmente me conhecerem, os que entenderão onde posso ser achado por quem quero ser achado. Uma pista simples que contanto não consigo pensar em duas ou três pessoas que possivelmente entenderão.

Eu sumi, precisei da reclusão, do descanso da multidão que me fazia me sentir diferente por não querer ser diferente e acabar igual a todos os outros, se individualizando em rebanho com as mesmas opiniões revoltadas gritadas para quem quiser ouvir, já que as mensagens passadas sempre se repetem para as pessoas que as mandam mas nunca para aqueles fora do contexto que as precisavam ouvir. Fugi da dificuldade para me recuperar, lembrar de onde vim e esperar algo mudar para que eu pudesse encarar o mundo sem ouvir o som do esporro, enquanto me calava ao me sentir ameaçado para segurar a hostilidade e não me deixar cair numa briga onde o único lado que sai ganhando é aquele que prefere apontar seus julgamentos, mesmo que sem nexo e mal reformulados.

E, por dias, ficarei assim, reconstruindo minha coragem e deixando tudo de lado, recuperando mais uma vez o meu senso, dominando a fragilidade da carência de afeto e paciência social até que possa tentar encarar mais uma vez, e agora, sem erro, um mundo onde os que estão ao seu lado também acabam por te repreender, mesmo que por um breve acidente “egoísta” mal pensado.

I’m passing by unseen, even though screaming.


To The-one-who-once-broke-my-heart:

Minhas considerações finais:

Obrigado, obrigado por não me iludir, obrigado por ser sincero consigo mesmo e comigo e, mesmo por faltar me dar uma chance, obrigado por não tomar o caminho de se esconder e de esconder o que sentia de mim e vir até mim, pessoalmente, do modo mais honroso o possível para me dizer a verdade, ao invés de causar um estrago maior, tentando nos poupar de uma situação que, hoje eu vejo que, depois de um tempo, teria um fim ainda mais devastador do que teve, e por mais que tivessem tido consequências e eu tivesse agido de uma maneira infantil, ainda assim, eu agradeço.


The Last Late Outflow (twothousandandtwelve.cbr)

(.cbr: formato usado para leitura digital de histórias em quadrinhos)

Por mais doloroso que seja cutucar o que se passou, por mais que não mostrasse disposição, não pude deixar 2012 partir sem tripudiá-lo severamente, com unhas e dentes, devolvendo cada gota de suor e lágrima despejados ao longo de sua duração, e no final, agradecê-lo sem olhar para trás, como um casal que briga frequente e abruptamente, e depois se reconcilia no meio do caos, com os móveis quebrados e a sala bagunçada, iluminados apenas pelas luzes da janela, da rua, no meio da madrugada, com os ouvidos zumbindo no silêncio depois de tanta gritaria. 2012 foi assim, mais uma prova de que não posso mais continuar casado comigo mesmo, mas ainda assim, não viveria sem mim.

Se pudesse fazer jus a um resumo decente do meu ano, teria que dividi-lo em 3 partes significativas que o fazem parecer como se fossem 3 anos diferentes, talvez, tivesse eu apressado as coisas demais, mas se fosse assim, com certeza não teria chegado ao fim desse ano, muito menos me conhecido tão bem como o fiz.

E como um turbilhão de acontecimentos, meu ano já começava no caos, no recomeço forçado com perdas em todos os lados, onde eu me encontrei completamente no vazio, sem nenhuma ideia do amanhã, com os primeiros dias de sensação delicadas da perda do que parecia ser um pedaço de mim, sem ideia do que fazer para crescer e sem muitas chances. Como quem não tinha mais nada a perder, amadureci quase que instantaneamente, me jogando de cabeça pro lado que jurei pra mim mesmo nos anos anteriores nunca me jogar antes, talvez pra mostrar amadurecimento e respeito ou talvez, simplesmente, para preencher um vazio e ocupar minha cabeça com algo produtivo, tive sorte de não passar por isso sozinho e saber segurar bem o fôlego até me recuperar.

Depois, numa tacada arriscada resolvi buscar a independência com o auge de uma criatividade que simplesmente não saia, buscando me criar limites de um lado e me ilimitar do outro, querendo contornar a situação desse ano com as minhas próprias mãos e começar algo meu, criando meses de planejamento, criações e um aprendizado que eu nunca teria em outro lugar até me sentir preparado pra me jogar no mundo e tentar lutar… afogado, pela demanda, pelo cansaço, pela falta de criatividade, mesmo forçada, onde tive que pausar e acabei pausando coisas demais, e, de novo, me via no zero, derrubado, outra vez, por 2012.

Porém, na terceira parte do meu conturbado ano, quando menos esperava, e a esperança já não me esperava mais, você apareceu me mostrando uma nova perspectiva, seu ano, mais conturbado do que o meu, mas sua atitude forte, seu caráter, sua maturidade, suas vontades, planos e desejos, seus gostos e seu jeito me tiraram as forças e me fizeram acreditar e segurar um pouco mais, depois de um árduo caminho, onde, mesmo prometendo me entregar apenas a minha carreira e segurar a onda por mais alta que ela fosse, eu me permiti me apaixonar de novo e me entregar aos poucos, esperando o mesmo acontecer até que pudesse pensar que nada realmente está perdido, e que sempre tem um segundo caminho pra se recomeçar.

Então, em resumo, em 2012 fui derrubado, me forcei a coisas que nunca teria feito antes mas usei isso para dar a volta, buscar os meus objetivos, aprender a lutar e perder e me guardar pra recomeçar quando puder, e além de todo esse aprendizado pessoal e de vida, eu aprendi a dar uma pausa e me preocupar com algo a mais além do workahoolismo exagerado e violência mental pra tirar uma gota de criatividade forçada que fosse. No final, tudo o que eu tenho pra dizer é, well played, 2012, well played.


Chain Reaction

"Actioni contrariam semper et aequalem esse reactionem"


"Para toda a ação, há uma reação equivalente e oposta."

- Sir Isaac Newton



Com o passar dos anos e todos os acontecimentos que acarretaram pro meu crescimento até agora, de uma coisa eu aprendi a ter certeza, o mundo é egoísta. Pessoas fazem coisas pelos seus motivos próprios, não importa se a ação é direta a você ou se a ação é boa ou ruim, e é a regra que mais tem se provado real para mim nos últimos tempos.

Minha intenção está longe de ofender o mundo, e, por egoísta, eu aponto uma das grandes virtudes da existência, onde religiosos agem com compaixão e caridade por seus próprios deuses, por medo do sofrimento do fim da vida, enquanto pessoas de menor espiritualidade se sentem confortáveis consigo mesmas ao se deparar com tamanha demonstração de “fraqueza do intelecto”, criando a analogia de ovelhas em um rebanho, assustadas, com medo de um mundo diferente que vá além do pasto, com medo da existência, até mesmo, de outros pastos, com outras ovelhas, e principalmente cabras, que são diferentes de ovelhas.

É um egoísmo que causa uma reação em cadeia que cria o karma, pois quando somos prejudicados, sempre tem uma decisão alheia por motivos alheios envolvidos, mesmo que não saibamos qual, quando um limão nos é atirado contra a face, tem sempre o outro lado de quem recusou agressivamente um limão, que, por sua vez, recebeu um limão de alguém ou algo que, de uma outra forma diferente, terminou por possuir um limão que resolveu repassar. O karma nos assegura de que todas as nossas ações façam o caminho contrário, por intervenção de uma fonte que talvez não quisesse, realmente, causar o efeito desejado, mas com certeza quis causar um efeito próprio por uma atitude completamente egoísta, somos afetados pelas nossas decisões, que causam decisões forçadas a outros, que causam decisões voluntárias de outros que, depois de um longo ciclo, volta para nós, da mesma forma que entregamos isso ao mundo a nossa volta, como uma gigante linha circular de dominós, que pode envolver um círculo de pessoas pequeno, ou uma grande multidão.

O que nos faz refletir e pensar, primeiramente, que o que acontece conosco é culpa de uma ação egoísta de alguém diferente, que acaba por se tornar um outro acontecimento egoísta e vaidoso (que serve como virtude para nos protegermos diante a grande ameaça de egos da exibição de egoísmo coletiva) quando, no final das contas, o que acontece conosco, de bom ou ruim, é culpa nossa, pois, anteriormente, um ato egoísta, bom ou ruim, saiu de nossas cabeças por um motivo próprio e, consequentemente, causamos um acontecimento bom ou ruim na vida de alguém, ou até mesmo diretamente nas nossas próprias vidas.